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04/05/2009- 00h 00min

Financiamento para construção e reforma

Folha Online/CBJr.

O pacote da habitação lançado pelo governo federal trouxe também benefícios para quem vai fazer reparos em casa ou investir na construção artesanal.

O limite de empréstimo com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para reformas -inclui gastos com mão-de-obra- foi ampliado de R$ 70 mil para R$ 80 mil na Caixa Econômica Federal.

A linha de crédito pode agora ser usada por famílias com renda mensal de até R$ 4.900, atingindo assim a classe média. O limite era de R$ 3.000.

Na compra específica de materiais de construção, o teto do crédito continua em R$ 70 mil, mas também passa a aceitar famílias com renda máxima de R$ 4.900. O valor limite anterior era de R$ 1.900.

O total pode ser financiado em até 360 meses, para reformas, e 120 meses, para a compra de material. Para quem não pode se beneficiar do financiamento da Caixa, Banco do Brasil, Bradesco e Real também oferecem crédito para o setor.

"Quando o cliente faz o financiamento em um prazo mais longo, ele tem uma prestação menor, mas paga mais juros pelo tempo. Entretanto, pelas taxas muito interessantes, isso não chega a ser um problema", pondera o economista Miguel de Oliveira, vice-presidente da Anefac (associação de executivos de finanças).

Negociação

Com dinheiro, o comprador ganha poder de barganha. "Se o consumidor tem um valor maior em mãos, pode negociar um desconto", indica Hiroshi Shimuta, diretor da Anamaco (associação nacional de comerciantes do setor).

Ainda que o empréstimo com taxas mais baixas seja uma poderosa arma para o consumidor, é importante pesquisar bastante as possibilidades antes de fechar o contrato.

Se não há necessidade de prazo alongado por anos, diversas lojas oferecem crédito em até 11 vezes, sem a cobrança de juros, no cartão.

Fases

Quando se trata de construção, são os diferentes momentos da obra que costumam definir as despesas necessárias.

O início equivale à compra de materiais que sofrem com variação do preço mundial do produto, como cimento e ferro. Além deles, areia e pedra britada também podem ter grandes variações de preço de um mês para outro.

Apesar de não serem produtos adequados ao armazenamento por longo prazo, varejistas asseguram que a compra em quantidade rende descontos, e a entrega pode ser programada para até seis meses depois do pagamento.

O engenheiro civil e empreiteiro Marcelo Santos Ferreira recomenda: "Conseguem-se preços melhores comprando de uma vez e programando a entrega de dois em dois meses ou de três em três meses".

É importante lembrar que até o final de junho produtos como cimento, tintas, louças sanitárias e alguns revestimentos têm o benefício da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).

A redução nos preços pode valer a compra antecipada, mas não se pode esquecer da validade do material e de condições de estoque.

Fonte: http://www.midiamax.com/view.php?mat_id=493020